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segunda-feira, 12 de março de 2012

A volta por cima?

Jádson volta, faz gol e decide clássico no Morumbi. Essa é a manchete que se vê por ai e olha que não foi só ele que voltou e decidiu...

O São Paulo jogava mal, não conseguia nada e até gol tomou. Mas aí apareceu o brilhantismo dos que retornaram. Jádson que nem viajou para o Pará no meio da semana, ficou treinando e rendeu frutos. O jogador conseguiu uma boa atuação no segundo tempo, fez um gol e praticamente decidiu o clássico. Fabuloso que voltou no último jogo, marcou o da vitória.

Enquanto o São Paulo parece se encaixar com Jádson voltando a jogar o que sabe e Luis Fabiano a fazer gols, parece que Lucas vai ficando insatisfeito, os problemas pessoais com Leão vão aparecendo e crescendo com o tempo, tudo começou no jogo contra o Independente onde o jogador tentou decidir sozinho.

Depois do jogo, Lucas foi ao twitter reclamar, e Leão passou a criticar o jogador, até que ele 'dorme pouco porque fica no computador e no celular' e que 'fica muito pouco tempo no CT'. O empresário e representante do jogador já reclamou do treinador e espera que isso mude, mas parece que esse fato não vai tirar tão cedo Lucas do São Paulo. O clube rejeitou mais uma proposta esses dias, dessa vez foram 58 milhões de reais (25 milhões de euros) da Internazionale.

O São Paulo vai bem e o Palmeiras melhor ainda, subiu para segundo no Paulista após a goleada sobre o Ribeirão e agora busca de perto o Corinthians, a diferença em um ponto pode cair a qualquer momento já que o timão não vem em boa fase, sempre ganhando por resultados pequenos.. O São Paulo é o terceiro do Paulista, dois atrás do líder e o Santos que botou os reservas e perdeu pro Mogi, caiu pra quarto.

Na Libertadores..

Na Libertadores, os Paulistas vem fazendo sua parte. O Santos pegou o Internacional e com atuação no estilo Pelé, Neymar decidiu e brilhou fazendo três gols e selando a vitória do peixe e abrindo caminho para a liderança do grupo. O grupo ainda é liderado pelo The Strongest que enfrenta o Internacional neste meio de semana, já o Santos pega o Juan Aurich e deve ganhar com facilidade. Novamente o peixe é o favorito para o título, o time segue mais forte do que o ano passado, com Ganso voltando a jogar o que sabe e Neymar no auge, dificilmente alguém vai parar o time da baixada.

Já o Corinthians, parecia que ia demorar para engrenar, mas foi e conseguiu uma vitória fácil por dois gols contra o Nacional do Paraguai. Depois do fiasco da primeira rodada onde esperava uma vitória fácil e o time ficou num empate sofrido no último minuto, o Corinthians parece ter aprendido. Vamos ver na próxima rodada se continuará assim já que o grupo é fraco e fácil.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Libertadores dos Paulistas.

Ontem comecou de vez a Libertadores para os paulistas, Santos e Corinthians tiveram suas estréias fora de casa e nenhuma com resultado vitorioso. O Corinthians foi o menos pior, conseguiu um empate no ultimo segundo que deu o gosto de vitoria, em um jogo muito polêmico.


O Santos foi a La Paz e enfrentou o The Strongest, jogou melhor mas não conseguiu o resultado. Perdendo muitos gols acabou deixando que o time boliviano melhorasse e conseguisse a vitória no último lance da partida. Em ambos os gols, Pará teve participação negativa, deixando a desejar na marcação e deixando de ir cabecear a bola no final que resultou no gol boliviano. Apesar da derrota, o Santos nao deve se preocupar, perdeu para si mesmo, pois a falta de pontaria na finalização, além da altitude, marcaram a derrota.

Já na Venezuela, foi o Corinthians que conseguiu um gol no final, em um jogo muito polêmico, onde o Táchira conseguiu um gol e se retrancou deixando apenas um atacante isolado. O bandeirinha anulou um gol discutível dos venezuelanos, pois algumas imagens mostram o jogador atrás da linha da bola e em outras não, além da péssima posição do auxiliar. Outro lance polêmico foi a falta no finalzinho que bem cobrada na cabeça de Ralf, deu o empate ao time paulista.

Os brasileiros ao todo somaram resultados negativos, apenas Fluminense e Inter conseguiram vitórias. E brasileiro na Libertadores sempre é favorito, por isso precisa do resultado. O resultado do Corinthians, com o gol no final, não foi tao ruim quanto o do Santos, mas é preciso abrir o olho, pois o Timão não vem jogando bem no Paulista e na Libertadores, se jogar igual, poderá mais uma vez cair cedo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Uma partida, três visões


Santos 0x4 Barcelona


Um mesmo acontecimento presenciado por várias pessoas pode ser contado de formas bem contrastantes, todavia isso isso não faz da média das narrativas ser a verdade que se procura sobre a situação em questão. Elas são visões de um mesmo evento, sob ângulos e expectativas distintas. O que o Estagiários promove hoje é a imersão do nosso leitor nessa experiência, ao apresentar a visão de três dos seus escritores sobre o mesmo acontecimento do qual foram testemunhas televisivas oculares. A leitura adiante não revelará qual visão é a mais acertada, avessamente a isso promoverá ao leitor como o nosso imaginário, expectativas e olhares se confundem com o que aconteceu ontem em Yokohama. Luiz Felippe Reis, Pedro Gilio e Higor Ferreira com a palavra.


LUIZ FELIPPE REIS - Algo me tirou o sono. Não, não foi o despertador ao tocar às 8h deste domingo. O que tirou o sono foi a mutação incrível da imprensa em relação ao Barcelona. Até antes da Final, era um grande time, mas que o Santos tinha condições de vencer. Pois bem, depois do massacre do Barça, tudo mudou. Time de ET, Oh, Messi, Oh Iniesta, Oh Xavi. De "apenas" um timaço, para imbatível, muito melhor que todo mundo. Pera lá, e a coerência? Deixa pra lá. O 4x0 tem sido tratado como um resultado natural de um time incrível, contra um apenas bom esquadrão do Santos. Opa. Eu vi o GETAFE ganhar desse time. Eu vi o REAL SOCIEDAD e ATHLETIC BILBAO empatarem com esse time aí. Por que para o Santos não dava? sempre foi previsível? 1-7-1 nato, hein?

O Santos poderia ter vencido. E não era um poderia do estilo: "Eu poderia pegar a Joana Machado." Era um: "Eu poderia ganhar um bom presente de amigo oculto" Um poderia possível. Pequeno é verdade, mas com alguma possibilidade. E o poderia, se transformou num "Não pode" por conta de um treinador incapaz. Deve ter passado 5 meses olhando o Barcelona. Chegou na hora e fez tudo que o Barça queria. Jogou com medo. Não conseguiu passar nada para os jogadores. O Santos do Mundial, foi o Santos do brasileiro. Foi até o Santos da Libertadores. Que saudades daquele Santos do Dorival Campeão Paulista 2010, esse era o time. Muricy adora falar "Quer ver espetáculo? Vá ao teatro!" Não, Muricy! Não preciso ir ao teatro para ver arte e espetáculo, é só ligar a TV e ver o seu time ser humilhado pelo mágico Barcelona.

PEDRO GILIO - O Barcelona, como eles mesmos tratam em catalão, é "més que un club". O Barcelona é um ícone que ajuda a elevar a autoestima do povo catalão. É uma válvula de escape (principalmente durante os anos de ditadura Franquista) para esse povo fugir da cultura espanhola e mergulhar nos seus costumes catalães.

Esse Barcelona dos tempos atuais foge da cultura cosmopolita do futebol atual onde as equipes jogam com 11 jogadores de nacionalidades diferentes em alguns casos. Esse Barcelona representa a alma da Catalunha, dos 11 titulares da final do Mundial contra o Santos, 9 foram formados nas "canteiras" do clube (apenas Abidal e Daniel Alves não foram), 7 espanhóis, um brasileiro nascido, criado e naturalizado na Espanha e outro argentino que chegou aos 13 anos ao clube e absorveu a alma do Barcelona. E o técnico? Formado no clube como jogador e formado no clube como técnico. Uma aula ao futebol brasileiro. "Craque o Flamengo faz em casa"??? Tem certeza?

Dada a apresentação do que é o Barcelona vou expressar toda a minha admiração por Xavi Hernandéz. Para mim ele é o ponto "chave" (se é que vocês me entendem) da equipe. Desde que eu me entendo por gente como admirador de futebol eu vejo Xavi comandando o meio-campo do Barcelona. Me lembro dele ainda nas década de 90 jogando ao lado de Rivaldo e cia. Óbvio que ele ainda era um mero coadjuvante, ao contrário de hoje em dia, quando divide os holofotes com Messi e Iniesta. Mas o seu futebol apesar de brilhante é um futebol de coadjuvante. Ele carrega o piano nas costas. Marca, ataca, organiza, faz o time rodar. É o ponto crucial da equipe. Sem ele o Barcelona não seria o mesmo, sem ele o Barcelona perderia toda a dinâmica que essa equipe tem.






Quem merece palmas é você, Xavi...









Xavi deu 110 passes na final do Mundial, acertou 110. Pode-se argumentar que ele dá muitos passes curtos, mas mesmo assim, como é possível alguém que fica tanto com a bola no pé durante o jogo acertar todos os passes que tentou? É um feito e tanto para muitos jogadores mas apenas uma rotina para Xavi. Eu não vejo ninguém no mundo que jogue tanto quanto ele no seu clube e na sua Seleção. Levando isso em consideração, para mim, Xavi Hernandéz é o melhor jogador do mundo.

Tá certo que o objetivo desse post era falar sobre a fantástica vitória do Barcelona sobre o Santos na final do Mundial, mas não consegui fugir de falar sobre o que representa Xavi para a história que está sendo vista por bilhões de pessoas amantes de futebol. Xavi é o Barcelona, o Barcelona é o Xavi.

HIGOR FERREIRA - Barcelona cometeu o crime. Os vestígios estão aí pra investigação. Setenta-e-tantos porcento de posse de bola, inúmeras roubadas e passes acertados pra mais daquilo que eu possa contar. Quem faz o scout do jogo tem dificuldades, acho que fica incrédulo.

O time é isso tudo mesmo, uma máquina, implementou um novo paradigma pra bola. É daqueles times que marcam história no futebol mundial e que imprimem identidade a uma época. Nunca vi tamanha superioridade no controle sobre o principal instrumento do jogo - o esférico - como vejo esse time fazer.

No entanto, assim como os paradigmas científicos, mesmo os mais bem fundamentados, podem ser questionados, postos a prova, o paradigma da bola do Barcelona também pode. Nada é mais estranho à ciência do que a concepção de intocável, inquestionável, irrevogável. Tudo pode, e mais do que isso, deve ser posto a prova. Dessa forma o conhecimento se reconstrói em novos moldes. Com o paradigma do Barça o mesmo acontece, ele pode sim ser testado. Diria mais, já o foi e sua falibilidade foi provada algumas vezes. Como assim? Ora, quem é vivo sabe que o Barcelona já perdeu pra outras equipes de menor investimento e muito menor qualidade do que esse time do Santos, que conta com pelo menos dois selecionáveis do Mano Menezes, P.H Ganso e Neymar.

Acho que cometi erros ao achar que o duelo seria entre Neymar e o Messi. Bom, erro em parte. Talvez esse seria o duelo se o time santista tivesse jogado. Já que só uma equipe jogou o duelo dissipou no ar de Yokohama. O duelo que ficou mais visível foi o do Muricy contra o Guardiola. O da equipe pra frente contra o ferrolho, aliás só de nome porque na prática foi muito bem peneirado pela tabelas incessantes do time catalão.

O Santos se apequenou, tentou fazer uma marcação em zona que foi facilmente dobrada pelo adversário. Muito toque de bola, paciência, 8 jogadores em 11 que sabem tratar com carinho a ferramenta de trabalho  (os três que não sabem são Puyol, Piqué e Abidal, depois veio o Mascherano, mas que quando entrou substituiu o Piqué) e voilá, 1,2,3,4.

O jogo foi o retrato do esperado, do esperado contra o Al-Sadd, contra o Kashiwa, não contra o Santos. Não contra esse Santos. Surpreendi-me grandemente, mas fiquei maravilhado pelo domínio em um jogo onde não havia um time grande, mas dois. Se fosse o duelo de um gigante contra um fedelho não me apeteceria tanto, mas, pela circunstância, pelo adversário, o jogo de um time só me encantou. Poderia ter sido diferente, mas o futuro do pretérito é o tempo verbal favorito dos inconformados. Não sou desses. Barcelona, obrigado pelo espetáculo, fui honrado.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Não tem para onde correr, é agora: Messi x Neymar

Ah, Barcelona x Santos na final do Mundial, o jogo mais esperado do ano. Consenso. Mas falando bem sério o foco da mídia especializada em futebol não é o provável Bi do Barcelona, nem o possível Tri do Santos. Quem falar isso está mentindo. É Neymar x Messi! Não dá para fugir. Em outros tempos, em que a globalização não ficava nem no banco de reservas, os brasileiros estariam em polvorosa orando pelo sucesso de Neymar e pelo fracasso de Messi. Nesses tempos que a globalização é camisa 10 no time da cultura nacional - sim cultura de Winning Eleven, de grandes coberturas dos campeonatos europeus - Messi é rei, é herói, é personagem da mitologia mundial. Não compreendam-me mal. Sou jogador de WE, acompanho os campeonatos do velho continente e acho que todos os adjetivos a Messi são merecidos e brilhantemente conquistados pelo maior jogador que surgiu nos últimos 10 anos. Percebo uma grande torcida, talvez até parelha, do time do Barcelona, em relação ao Santos aqui no Brasil. Como o Higor bem disse, é tudo subjetivo. Questões objetivas não são levadas em conta quando o assunto é torcer, mas a proximidade dos jovens brasileiros com os times de fora é algo a ser bem considerado. Não escondo minha torcida por Neymar e os outros.

A real é que para Messi é mais um grande jogo. Se ganhar ou perder, seguirá o melhor. Ao Neymar o primeiro teste. O primeiro jogo nível extra-classe. A hora da verdade para de vez conquistar os europeus. Em caso de superioridade contra o rival, é a consagração, é a consolidação de um gênio do Brasil. Aos olhos dos europeus, sai de revelação latino-americana para craque impreterível ao futebol de lá. Portanto, é fácil avaliar com quem está a maior carga de pressão. Caso supere o super Barcelona, e toda a pressão interior, da imprensa e torcida, ele mostra de vez o que é. Refletindo, o que falta para Neymar ser equiparado a Messi? Para mim, Neymar é mais completo, o que, é bom que se diga, não significa ser superior. Neymar é mais variável, mais dinâmico, mais surpreendente. Messi é mais previsível. Previsível como a chuva. Os meteorólogos sabem da tempestade, e quem consegue evitá-la? Ao Neymar falta chegar a um time encaixado, um treinador que saiba usá-lo, consiga ver nele um jogador livre. Sim, é a estrela e deve ser concebido assim. Neymar não é esforçado, é genial. O esforçado se mata para brilhar. O genial só brilha. Tecnicamente Neymar não precisa de nada para ser igual a Messi. Falta experiência e caixa em algum grande clube europeu.


Voltando ao assunto subjetividade, Neymar e Messi dividem opiniões. Neymar e Messi trilham caminhos distintos. Neymar mais irreverente, mais jovial, mais moleque (no bom sentido, ou não, dependendo de cada ponto de vista); Messi mais tímido, mais introspectivo, algo a ser confundido com arrogância. No ufanismo, é coisa de Argentino. Na sobriedade, apenas um menino. Você está com quem neste domingo?

  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mundial? Ótimo mercado


 Nesta semana tivemos o início da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. O Santos já é o primeiro finalista, deve enfrentar o Barcelona, que pega a partir das 8h o Al-Saad. Kashiwa Reysol e o time da Árabia farão a decisão pelo terceiro lugar. Quem verá isso? Eu não, certamente. Levanto uma questão: Uma Copa do Mundo merece ter um torneio tão esquisito? Uns jogam as oitavas, outros não. Outros jogam as quartas, outros não. A Copa do Mundo de seleções é tão incrível, tão emocionante, em vários momentos. Enquanto isso, a Copa do Mundo de Clubes se resume a um jogo. O argumento das datas faz todo sentido. Mas se o Al Saad teve que jogar 3 jogos, por que também não o Santos e o Barcelona? Acho esse regulamento do Mundial um anticlimax ao brilhante futebol de Messi e Neymar! Um mata-mata incompleto, feio e que leva a uma ansiedade mortal.

 Depois das críticas, acho que meu dever é apontar algo diferente. Por que não tirar um Auckland City, clube da Oceania, que simplesmente não existe no cenário do futebol mundial? A Austrália teve que sair de lá para conhecer alguma competitividade. Aliás, a Nova Zelândia já deveria ter sido obrigada a disputar as eliminatórias asiáticas. Assim deveria ser com os clubes. Vai para a Ásia e tenta uma vaga. Tirando o time semi-profissional, sobram duas vagas para pelo menos fechar os 8 e termos o campeonato correto, ideal e com alguma graça. Sim, colocaria os campeões da Copa Sul-Americana (É claro que a Copa Sul-Americana, para tal, precisaria ser melhor sistematizada. Outro tema a ser debatido.) e Europa League. Independiente e Porto. O campeonato ganharia em lógica matemática, e em qualidade, claro. Esse negócio de Mata-Mata com numero ímpar parece coisa do Caixa d´água, organização do torneio de botão da rua, ou campeonato de video-game quando um camarada falta na hora. O MUNDIAL MERECE MAIS.

  Se bem que eu, chegando ao elixir dos meus devaneios futebolísticos, imagino algo mais. Imagino uma grande Copa do Mundo de clubes, estilo Copa do Mundo mesmo. Um monte de times. Uns 10 da europa, 4 da américa, sei lá quantos da África, outros da ásia, Concacaf... Uma Copa do Mundo de fato, com país sede, paralisação dos calendários, grupos de A a H. Já imaginou um, sei lá...

Grupo C:
Barcelona
Monterrey
Kashiwa Reysol
Vasco

Um Grupo G, aquele da morte:
Real Madrid
Universidad de Chile
Corinthians
Milan


Nossa, seria incrível.


Por fim, acordo do meu sonho e dou aquela sugestão dos 8 clubes, com a introdução dos campeões dos torneios secundários dos dois principais continentes do futebol.



Vai querer o quê? Hoje vou de Peixe...


Santos, sempre Santos. Mas amanhã é o Brasil no Mundial. Bom, pelo menos é assim que se vende.

Quanto a questão da obrigatoriedade de ter que torcer pra uma equipe por esta ter supostamente mais identificação comigo por ser do meu país, estado ou cidade, já falei em outro post. Não acho que certidão de nascimento faz com que dois sujeitos tenham necessariamente que cumprir o dever moral, cívico e patriótico de serem amigos, tampouco creio julgar por mais correto o sujeito que dedica sua torcida por um clube do país só porque ele é tupiniquim ao som de samba no fundo, pintado a muita cor, urucum, alegria e vivacidade.  Acho que o fator arbitrariedade é completamente elevado e nada mais do que natural do que  se deixar conduzir por elementos subjetivos pra direcionar as escolhas da vida, inclusas nessas aquelas que se referem ao futebol. Minha explanação mais detalhada sobre esse tema já postei, quem quiser conferir dá uma olhada "
http://estagiariosdoesporte.blogspot.com/2011/12/rivalidades-contradicao-e-angustia.html".

Levando em consideração o que se apresenta acima, bem como no outro post, tu já tá encrencando comigo porque acha que não vou torcer pro Santos. Na verdade não, como sujeito com escolhas aleatórias, dessa vez torcerei pelo Santos sim. Ao menos para que chegue à final. Na decisão eu não estou nem aí. Pra mim a tragédia não é o Santos perder o título, isso é tragédia para os santistas. Pra mim a derrota maior, visto que não sou torcedor do peixe, seria que este não fizesse o jogo final contra o Barcelona. Quero que os dois passem e façam uma final de luxo.

Ano passado admito ter torcido pelo Mazembe azarão, inclusive comemorando os gols. Mas isso porque a arbitrariedade me levou a torcer pela África. Sabe como é, tenho pé (pele)na (da) África. Além disso, a mobilização dos caras, a alegria e os penteados exóticos me chamaram atenção e me ganharam.
O fato é que tragédia assim não acontece todo dia, graças ao Criador, e a Internazionale atropelou o Mazembe do goleiro que quica no chão, Kidiaba, cuja imagem é nítida na minha memória até hoje.

Ver o Kashiwa na final seria sem gracinha. Imagina Kashiwa e o adversário do Barcelona, o Al-desconhecido-no-futebol, fazendo uma final. Esdrúxulo.

Enfim, ao Santos desejo boa sorte. Na verdade desejo bom futebol, jogando o que sabe passa com sobras, o mesmo desejo ao Barcelona. E que a final seja lúdica como tem que ser, para o bem de nós amantes da rechonchuda.

Até porque depois do término do campeonato brasileiro a gente sofre essa ânsia e angústia pela falta de partidas. Ter um Barcelona e Santos no fim de ano pra acalentar e tirar um pouco desse afã seria um presente a ser recebido de braços abertos e com cantos de Parabéns pra você. Parabéns pra você, torcedor, que merece um joguinho de final de Mundial bem bonito.

O Santos daqui algumas horas entra em campo - 08:30 da manhã no horário de Brasília. De olho nos lances e na classificação do Peixe. Daí pode sair a terceira estrela de melhor equipe do mundo. 



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A volta do futebol paulista

Este com toda a certeza, foi o ano do futebol paulista. O início do ano foi promissor para a equipe da baixada santista. O Santos, único grande paulista que não joga na capital, foi o melhor do ano. Com o título do Campeonato Paulista sobre o rival Corinthians, nem mesmo o fraco Adílson Batista conseguiu tirar o título da Libertadores.

Com a chegada de Muricy Ramalho, o time jogou melhor e brilhantemente conseguiu ser campeão passando sem muito brilho por América do México, Once Caldas e Cerro Porteño, até enfrentar o tradicionalíssimo Peñarol, relembrando os tempos de Pelé.


Com o título, o time do Santos jogou o Brasileirão testando time, formações e poupando os jogadores para o Mundial, e enquanto isso, Neymar era supervalorizado, com contrato renovado para o centenário e tornando-se o jogador mais bem pago da história do futebol brasileiro.

Enquanto isso, o Corinthians fazia uma campanha impecável, brigando pela liderança desde a primeira rodada e conseguindo o grande triunfo na última. Apesar de jogar atrás, na retranca contra o fraco Palmeiras, o Corinthians empatou e ficou com o quinto titulo brasileiro de sua história, todos conquistados após 1990. O São Paulo foi outro paulista que buscou uma boa posição no campeonato, apesar do retrospecto nos últimos anos, quase foi para a Libertadores... Ficou de fora por um gol do Internacional no GreNal, mas vai ter a chance de conquistar a inédita Copa do Brasil no ano que vem.

Já o Palmeiras decepcionou novamente e chegou a ser ameaçado pelo rebaixamento, mas escapou. Serviu para estragar a festa São Paulina e tentou tirar o título corinthiano, mas sem sucesso.

A surpresa do ano talvez é o ótimo desempenho da Lusa. A Portuguesa dominou a segunda divisão por completa, jogando de uma forma nova e contagiante e pode vir forte para o próximo ano.

O futebol paulista, após uma 'pausa' forçada de dois anos sendo substituído pelos cariocas, parece estar voltando a ser o centro do futebol brasileiro.